Viver de fotografia


Existem basicamente 3 maneiras de relacionar o dinheiro com a fotografia:

1) Ela é um hobby para você. Você tem outra fonte de renda. Não precisa ganhar dinheiro com fotografia. Aliás, hobby é qualquer atividade que seja agradável pra você, sem pretenção de lucro. Pelo contrário, frequentemente um hobby consome dinheiro.


2) Ela é um complemento de renda. Você tem outra fonte de renda mas faz um dinheirinho extra com a fotografia. Não chega a ser um negócio, mas é rentável em alguns momentos.


3) Ela é sua fonte de sustento. Isso é ser fotógrafo profissional. Você precisa dela como um negócio, não como um simples prazer (hobby) ou uma renda extra. O pagamento das suas contas depende do seu sucesso financeiro na fotografia.


Vou listar aqui as principais dificuldades que a maioria dos fotógrafos enfrenta para viver integralmente da fotografia:


1) Aprender pouco da fotografia já é suficiente para competir em certo nível de mercado. Quanto menos conhecimento e treino uma área da fotografia necessita, mais gente estará competindo lá. Tenho um amigo que diz que violão é um ótimo instrumento para se tocar mal. É verdade, alguns acordes básicos e umas "batidinhas", pronto, a pessoa já se acha. Isso acontece com a fotografia também. Para algumas áreas de atuação, o nível de conhecimento e treinamento necessários é baixo. Isso cria um contingente de fotógrafos "básicos" que tentam ganhar a vida com a atividade mas vão competir com muita gente, e muitos "sobrinhos com câmeras", por preços muito baixos.


2) A fotografia exige estudo e treinamento constantes. O brasileiro, via de regra, não é muito afeito aos estudos. A maioria das pessoas não estuda todo dia, não lê, não treina. E é impossível desenvolver-se na fotografia sem educação continuada. Aliás, é provável que não exista nenhuma área que não exija atualização constante hoje em dia. Ler, talvez seja a maior barreira. Começa pelo manual de instruções da câmera. Livros de iluminação, composição, linguagem... menos ainda. As pessoas pagam por cursos e workshops que ensinam o que está disponível de graça no manual dos equipamentos ou em livros de fácil acesso, até mesmo gratuitos na internet.


3) Entrar na fotografia é barato. Como negócio, iniciar a atividade fotográfica vai exigir pouco dinheiro: entre 15.000,00 e 20.000,00. Com isso, muita gente entra. Mas ainda assim, existe quem considere esse valor alto e não faz os investimentos iniciais mínimos para se estruturar. É comum que alguns não queiram comprar uma bateria reserva, cartões de qualidade e quantidade adequadas, computador adequado, calibrar o monitor, licenciar os softwares necessários (LR e PS), HDs para backups, investimento mensal em Google AdWords, seguro dos equipamentos, cursos necessários, formalização de um CNPJ, livros, pen-drive personalizado, um cartão de visitas bem feito, um bom site, reserva do domínio www.... Enfim, esses itens em mais alguns, são o BÁSICO. E do ponto de vista de um negócio, não é caro. É muito pequeno o leque de opções de negócios nesta faixa de investimento. Mas mesmo assim, muita gente não faz o básico e quer que o negócio decole.


4) As pessoas não fazem um plano de negócios realista. Existe muita gente que entra na profissão com a ideia de que vai investir 10.000,00, vai começar a fotografar e em 6 meses estará ganhando 10.000,00 por mês. Não entendeu o que é empreender. Não calcula corretamente seus custos, não sabe precificar, não sabe divulgar o trabalho, não sabe atender/vender, não estabelece um fluxo de trabalho.... O tempo de estabilização de qualquer pequeno negócio no Brasil, é em média de 3 anos. Não crie expectativas irreais. Planeje e trace metas. Depois, cumpra-as!


5) A fotografia, em muitas de suas áreas, é supérflua! Deixei esse item para o fim, para não chocar logo de cara. Mas é fácil concluir isso. Pense, em tempos de crise, o que um empresário ou uma família cortaria do seu orçamento. Será que o serviço fotográfico seria um item nesta lista? Se você está atuando numa área em que as pessoas estão contingenciando o gasto, pense em mudar de área ou diferenciar seu serviços. Se você oferecer o que "todo mundo" oferece, vai ter que cobrar o que "todo mundo" cobra. Veja mais sobre isso aqui.


Visto isso, considere que, para VIVER DE FOTOGRAFIA é preciso estudar muito e sempre, encontrar um ou alguns nichos de mercado com públicos específicos, atender à uma necessidade ou desejo real do cliente e estruturar seu negócio com uma mentalidade empresarial sem expectativas irreais e com planejamento. Fora disso, fotografia é hobby, o que também é muito legal, mas não dá dinheiro, consome!

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Charbel Chaves Fotografia

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