Tensão narrativa


Existe um binômio que cria movimento sobre o tempo, cria narrativa: tensão x resolução. Na música isso é criado de diversas maneiras, por exemplo pela harmonia. Acordes dominantes (V7) resolvem em tônica (I), por exemplo. Ou ainda pela ritmica com uso de um trecho de movimento intenso resolvendo em notas mais longas. Na arquitetura, por exemplo, podemos ter o diálogo de tensão e resolução entre superfícies texturadas e superfícies lisas, sequencias de pilares e áreas amplas e vazias, materiais naturais e sintéticos. Nas artes com texto (canto, poesia, teatro…) existem conflitos que podem se manifestar por rimas, idéias, palavras ou pela trama literária em si.

Na fotografia, pode existir conflito no próprio tema retratado no sentido de embate (armas em punho, violência, impacto físico…), mas o conflito a que me refiro aqui é aquele que existe pelo contraste. O contraste pode ser encarado como um conflito resumido. Numa única imagem, não teremos a "tensão x resolução", teremos apenas a tensão e o observador tem espaço para imaginar a possível resolução (ou não) desta tensão. Ela pode ser apenas uma tensão apresentada. Não há problemas nisso. Existem muitos tipos de contaste visuais. O mais básico é o contraste de tonalidade (claro/escuro). Ele pode se dar pela cor das coisas retratadas ou pela luz sobre elas. Mas outros contrastes mais interessantes podem ser encontrados por aí e usados. Estes são conflitos mais conceituais. Veja alguns exemplos:


  • grande/pequeno

  • velho/novo

  • antigo/moderno

  • liso/áspero

  • certo/errado

  • alegre/triste

  • sério/despojado

  • feminino/masculino

  • natural/tecnológico

  • digno/indigno

  • belo/feio

  • amor/ódio

  • nobre/pobre

  • bruto/delicado

  • calmo/agitado

  • isolado/aglomerado

  • vivo/morto

  • pacífico/violento

  • equilíbrio/queda

  • quente/frio

  • chic/brega

  • idéia/fato

  • divino/mundano

  • saúde/doença


Essa lista pode ser em muito expandida. Faça a sua. Veja que contrastes não são necessariamente opostos, podem ser apenas distintos, criando polaridades, dualidades levemente ou intensamente tensas. Observe algumas imagens assim:









Observe que a simples existência do contraste, cria uma fonte de tensão, às vezes pequena, mas suficiente para dar à imagem uma narrativa em um só quadro. O contraste pode estar em qualquer lugar: na arquitetura, na rua, nas roupas, numa cena urbana ou mesmo dentro da sua casa. Mas é preciso ter um olhar analítico, um olhar pensante e não somente um olhar que vê. Minha sugestão: tire uma hora para sair com sua câmera à caça de algum tipo de contraste. Ou, pense em um contraste (use a lista anterior se quiser) e saia em busca dele. Isso lhe dará um “radar ligado”.


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Charbel Chaves Fotografia

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