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Charbel Chaves Fotografia

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Segurança digital



Segurança de arquivos fotográficos é um assunto que passa longe da cabeça de muitos fotógrafos e clientes, até que um dia a “casa cai”. Isso é terrível. Perder os arquivos de um trabalho profissional deve ser uma experiência pessoal horrorosa, além de ser um um problema financeiro por conta de indenização ao cliente e prejuízo na imagem da marca do fotógrafo.

Então, antes que lhe aconteça crie um processo de seguraça de arquivos digitais. Mas antes de entrar no processo em si e mostrar o que eu faço para manter meus arquivos seguros, quero que você vá ao post chamado Mídias Digitais e leia. Lá eu falo das características, vantagens e desvantagem de várias mídias de armazenamento. Assim, você não vai correr o risco de inventar um processo que faça uso de mídias em contextos errados.

Então vamos aos princípios básicos para um processo de segurança:

Formalização: Faz sentido escrever o processo para que você mesmo o execute? Sim. A descrição do processo é um roteiro. Um mapa para que o usuário caminhe sem se esquecer de nenhuma etapa. Coloque no papel cada etapa e obedeça. Isso significa obedecer a você mesmo! Parece óbvio né? Mas pouquíssima gente faz isso. No dia-a-dia, a pessoa cai na correria e deixa de atentar para cada etapa da menira como ela está descrita. Isso nunca se tornará um processo na prática.

O meu roteiro é esse:

  1. Captura em 2 SD cards

  2. Backup no local em In Loco

  3. Cópiar em Working

  4. Cópiar em Seguro

  5. Cópiar Seguro2 (núvem)

  6. Liberar In Loco

  7. Liberar SD Cards

  8. Fluxo de tratamento de imagens (LR/PS)

  9. Exportação PenCard cliente

  10. Exportação para Portifólio

  11. Copiar para Arquivo

  12. Copiar para Backup

  13. Liberar Working, Seguro e Seguro2

Redundância: A base da idéia de segurança digitial é redundância. Ter cópias do que é importante. Duas, três ou mais. As câmeras digitais são equipamentos muito expostos a risco (queda, roubo, falha…). Enquanto suas fotos estão no cartão SD na câmera, elas correm grande risco. Quanto antes iniciar seu processo de segurança, melhor. E ele sempre começa com uma nova cópia.

Atualização: É importante que você faça cópias dos trabalhos, fotos e documentos em suas últimas versões. E assim que essas cópias estejam seguras, apague as versões anteriores. Do contrário, corre-se o risco de gastar muito tempo tentando entender qual é a versão mais recente de cada arquivo.

Armazenagem física: Tenha as cópias (em mídia física) em locais diferentes. Em casa e no trabalho, por exemplo. Um ladrão entra no seu estúdio, leva tudo. Se você mantem o HD de trabalho ao lado do HD Backup em cima da sua escrivanha, o que acha que o ladrão fará? Levará somente 1? Separe fisicamente as cópias.

Rotina: Backup é rotina. É um procedimento mecânico. Tem que ser feito disciplinadamente conforme o descrito no seu processo de segurança. Tem que virar um hábito.

Bem, vamos aplicar isso agora. Veja como eu faço procedimento de segurança, por exemplo no caso de um casamento:

  1. Sempre fotografo com câmeras que tem 2 slots de cartões SD. E sempre deixo o segundo slot em modo Backup. Ou seja, quando eu aperto o disparador, o mesmo arquivo fotográfico é gravado em 2 cartões SD idênticos.

  2. No final de um evento, ainda no local, faço uma cópia em um HD externo chamado in loco. É um HD de 500Gb, da marca Lacie com uma proteção física emborrachada contra impactos. Esse HD só ficará com as fotos até que eu chegue no estúdio.

  3. Chegando no estúdio copio o conteúdo de In loco para o HD Working, que é a minha unidade externa de trabalho. As fotos ficam nele apenas enquanto estou em tratando as fotos.

  4. Copio Working em um HD chamado Seguro. Esse HD nunca foi usado pra nada. Ele existe apenas para que eu possa liberar os cartões e será acessado apenas se o Working tiver algum problema. Assim, tenho um “seguro”.

  5. Copio o Seguro em núvem, numa pasta Seguro2. É o seguro do seguro, porque, fisicamente Working e Seguro estão no escritório. Se um ladrão entrar lá, ainda terei uma cópia do material.

  6. Limpo o HD In loco. Ele fica sempre vazio. Sempre na minha mochila com as câmeras e lentes. Só serve para fazer uma cópia de seguança no local do evento ou sessão.

  7. Libero os cartões. Meus cartões SD estão sempre na câmera vazios. Sempre prontos para um novo trabalho. Nunca fico na dúvida se o conteúdo deles já foi copiado porque sigo este procedimento à risca e eles estão sempre vazios.

  8. As imagens entram no meu fluxo de tratamento de imagens. Veja mais sobre isso no post “Fluxo de tratamento”.

  9. Terminado o tratamento, exporto os arquivos. Entrego tudo ao cliente em um Pen Card personalizado em 2 formatos: WEB (baixa resolução) e HiRes (alta resolução). Se estiver tudo bem para o cliente, passo para a próxima etapa.

  10. Seleciono as fotos que quero no meu portifólio. Essas serão exportadas como DNG para um HD que tem apenas um catálogo chamado Portifólio. Neste catálogo mantenho as melhores fotos de cada um dos trabalhos que eu já fiz. No post “Meu catálogo portifólio” falo sobre isso.

  11. Copio a pasta de trabalho do cliente (que contém as fotos e o catálogo) que está ainda em Working para um HD chamado Arquivo (que fica fisicamente no estúdio).

  12. Copio o conteudo de casamentos em outro HD chamado Backup (que fica fisicamente em minha casa).

  13. Apago o conteúdo de Working, Seguro e Seguro2. Neste momento, o cliente tem a cópia dele, eu tenho duas outras (Arquivo e Backup)

Eu sei que parece muito complexo, mas não é. Nunca tive nenhum problema com arquivos digitais. E espero nunca ter. Prefiro seu meio neurótico com isso. E nem é o caso. Conheço vários profissionais que tem um sistema com mais etapas e cópias que o meu.

Se você for usar um procedimento como o meu, tenha em mente 2 pequenos (importantes) detalhes: use para o HD Working uma unidade do tipo SSD (Solid State Drive). SSD é uma tecnologia de acesso de dados mais rápido e menos sucetível a danos físicos porque não possui discos móveis. Dessa formavocê pode tratar as fotos (no LR ou PS) diretamente no HD externo com ótimo desempenho, especialmente se usar uma conexão Thunderbolt.

Não deixe foto NENHUMA no seu computador, especialmente se for um notebook. A melhor postura é considerar o computador como um local apenas para processamento, não para armazenagem. Várias coisas ruins podem acontecer com seu notebook (pane, roubo, queda, vírus) e aquelas fotos que você está tratando e ainda não entregou para o cliente podem se perder ou serem danificadas.

Tenha medo. É como lidar com o mar. Você tem que considerar sempre os riscos. Crie seu procedimento de segurança, leia-o sempre que for executá-lo. Crie o hábito. Evite danos aos arquivos e à sua reputação profissional.