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Charbel Chaves Fotografia

Fotografia | Estúdio | Eventos | Cursos

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Alvorada Parque - Paulínia, SP

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O velho self


Existe um princípio sobre criatividade que é: nada é realmente novo, tudo é uma releitura. "Não há nada novo debaixo do sol", Eclesiastes 1:9

O selfie é certamente uma releitura. Uma releitura de um hábito. Na história da artes plásticas, o auto-retrato é um tema muito recorrente. Alguns pintores como Van Gogh foram pródigos em auto-retratos. O auto-retrato é a leitura que o autor faz de si mesmo. Assim como todo retrato, o auto-retrato (hoje o selfie) é dado à adulação e no nosso tempo egocêntrico, adulação é um clássico.

Existem algumas ótimas referências sobre o auto-retrato na fotografia. A minha preferida é a Viviam Meier.


Uma coisa interessante sobre o auto-retrato, e sobre o selfie, é a companhia quase sempre visível da câmera. Nossa tradicional parceira de trabalho vem conosco.

Mas veja também esse auto-retrato muito intenso da Danny Bittencourt usando duas exposições e revelando algo a mais sobre ela mesma.


Assim como nas artes plásticas a expressão facial é fundamental. É uma decisão muito sutil e importante. A "cara" que fazemos para um selfie expressa o que queremos mostrar. Uns fazem mais "tipo" outros são mais naturais, mas sempre há uma construção da imagem pessoal, uma intencionalidade da aparência. Não é ruim, nem bom. Apenas intrínseco ao ato. E assim como no ato de retratar outra pessoa, é importante tentar extrair de si mesmo algo além da aparência. Pense nisso. Faça do self um auto-retrato. Um retrato de si mesmo que fale mais do que mostra.