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Mundo novo, de novo



Nosso mundo tem uma constante: a mudança. Biologicamente, socialmente, politicamente e em muitas outras esferas da vida humana, sempre mudamos e provocamos mudanças. Não é uma questão de gostar ou aceitar a mudança, é uma questão de preparar-se para ela. Às vezes as mudanças são pequenas, lentas e gradativas, outras vezes um tsunami. Quando for assim, você tem duas saídas, ficar na praia vendo a grande onda se levantar no mar para te engolir, ou sair ao encontro dela com uma prancha e surfar. Estamos dentro de uma era de novas possibilidades, novas maneiras de criar e resolver problemas e novíssimas relações de trabalho. As antigas estruturas de educação, produção e convívio não atendem a esse cenário. Hoje podemos aprender quase qualquer coisa em quase qualquer lugar. Podemos produzir em casa o que antigamente era domínio de grandes empresas. O mundo é pequeno geograficamente e quase ilimitado em possibilidades. O curriculum vitae vale cada vez menos. Boas idéias valem cada vez mais. O realizar criativamente é mais valioso que nunca. Talento é disputado pelas empresas. Achar novas soluções para novos desafios exige equipes multidisciplinares e não mais gênios isolados. As grandes idéias podem estar em qualquer lugar esperando alguém que as veja com olhos curiosos e inventivos. Conceitos como expediente de trabalho, local de trabalho, chefe, aposentadoria… já se foram. E junto com eles os processos que os regiam. Mas muita gente ainda não se deu conta disso e está vivendo um modelo esgotado ou está gastando tempo precioso reclamando sobre as ruínas de um mundo que já não funciona mais. Enquanto isso, algum adolescente de 14 anos, com um celular chinês está bolando um aplicativo que irá facilitar o dia-a-dia da vida real de algum grupo socialmente não-percebido pela multidão ocupada em cumprir seus hábitos diários enraizados. Estamos no mundo que sistematizou a criatividade de muitas maneiras (design thinking), que cria todo dia novos modelos de negócios (startups), onde contar uma boa história encanta e explica um novo gadget mundial (story telling), o mundo dos escritórios colaborativos (co-working space), das invensões inaginadas por cabeças de áreas aparentemente distantes (co-criação), da conectividade, das redes, da mobilidade, da integração. É um mundo onde se pode criar 24/7 com pessoas espalhadas pelo globo e que nunca se encontrarão fisicamente. Mundo cheio de oportunidades e ao mesmo tempo injusto, como os outros mundos anteriores também foram. Neste cenário, a arte, o direito, a ciência, a religião, a filosofia, a medicina, a engenharia e centenas de áreas de conhecimento podem estar tão integradas quanto quiserem seus operadores. Porque, na verdade, elas são incrivelmente complementares, basta apenas uma iniciativa criativa ou uma idéia desafiadora. E por mais absurda que ela pareça, será viável, se não hoje, logo adiante. O Estado é cada vez mais dessincronizado da sociedade, com raras excessões pelo mundo. Por vezes ignorado pelos que inovam. Mas nem sempre é possível. Ele quase sempre interfere e atrasa como um dinossauro caminhando no meio de uma auto-estrada. Raramente viabiliza, quase sempre dá aguma sobrevida à estruturas velhas como sindicatos, partidos políticos, cartórios, órgãos de controle e burocracia, agências regulamentadoras entre outros. Ele está sempre olhando a inovação pelo parachoque traseiro. Diversas atividades profissionais desapareceram nos últimos 10 anos. Várias estão agonizando em praça pública. Mais da metade das atividades que existem hoje desaparecerão nos próximos 20 anos. Quem sobrevive? Quem aprendeu a aprender. Quem faz e se torna algo novo, sempre que necessário. Quem muda o "como" (modo de fazer) e conserva o "porquê" (propósito). Esse mundo novo precisa de gente múltipla e maleável, produtores que muito raramente são formados ou encontrados na universidades. Produtores que se conectem, não necessariamente especialistas. Pessoas focadas na ponta, no atendimento, na solução, na exploração para a criação de produtos e serviços novos e relevantes que atendam a problemas desse tempo e do próximo. Que não se apeguem a antigas maneiras de aprender, pensar e realizar. Mas que se apeguem à bons princípios com novas ferramentas. Pessoas que saibam filtrar informação em um mar digital aparentemente caótico e gerar conteúdo útil. Que sejam generosas, eficientes e éticas. Que entreguem de si naquilo que produzem. Que sabem que talento humano é o maior capital da sociedade. Mas uma sociedade nova não pressupõe a derrubada deliberada de tudo que a história trás. Isso é a grande burrice da pós-modernidade: desconstruir pelo prazer (quase uma obrigação conceitual) inerente à desconstrução. É aí que sugem os processos disruptivos. Uma expressão da moda? Acho que não. Desconectar para criar um remix útil. Mudar a ordem, a relação, a função, o uso, com foco em solução. Não necessariamente fazer algo novo, porque na realidade não existe nada novo debaixo do sol. Mas fazer de forma nova, para um público novo, em um mundo novo com novas demandas. Os princípios são sempre princípios. Eles são pilares da contrução do novo, como sempre foram. Podem ser corrompidos? Certamente. Princípios éticos, científicos, morais, educacionais, sociais, fundamentais. Sobre eles, a inovação sempre aflorou, mas nesse mundo novo, a velocidade e a multiplicidade são enormes. É ainda mais necessário conservar bons princípios. Pessoas que se entendem como não-gestores ou não-artistas são unidades potenciais paradas. São matéria prima que se recusa a ser utilizada e insiste em ficar na prateleira de uma sociedade produtiva decadente. Um desperdício. Neste mundo novo, arte e gestão são conceitos sobrepostos e indispensáveis. Como as manchas ainda líquidas de uma aquarela, mas sobre um papel já pintado. Leituras sugeridas: 1) Seis propostas para o próximo milênio - Ítalo Calvino, Companhia das Letras. 2) Cinco mentes para o futuro - Howard Gardner, Bookman 3) As cinco virtudes essenciais - Bob Deutsch, Editora Paralela.