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Charbel Chaves Fotografia

Fotografia | Estúdio | Eventos | Cursos

Rua Valdemar Bertoldi, 420

Alvorada Parque - Paulínia, SP

+55 (19) 99756-3999

Mais e melhor



Eu tenho algumas poucas fotografias que chamo de "as melhores". Poucas mesmo. Uma dúzia delas. Mas fiz um levantamento pra saber a minha média de fotos por ano. Sabe quantas são?! 4.560,00, sem contar os trabalhos em casamentos (que geram um volume muito grande de imagens) e todas as fotos que descartei por que tinham claramente algum erro técnico ou eram muito similares entre si. Dividindo este número por 365 dias do ano, capturo em média 12 fotos por dia.

Mas uma das coisas que tenho aprendido na fotografia é que fotografamos melhor se fotografarmos mais. Na vida dos melhores alunos aqui da escola, isso está claro, eles fotografam mais que os outros. Mas não um mais de qualquer jeito. Fotografar mais e mais consciente daquilo que está se tentando fazer. É muito pensando em melhor. Quem fotografa todo dia ou quase todo dia, fotografa melhor. Quem escreve todos dia, escreve melhor. Quem compõe música todo dia, compõe melhor... é assim, sem segredos. Por fazer muito, também faz-se muita coisa ruim. Acontece. Mas a chance de surgir algo muito bom neste processo, aumenta.

Henri Cartier-Bresson disse que "as suas 10.000 primeiras fotos serão as piores". Isso na época da fotografia analógica!

Outra coisa que percebo é que as fontes de inspiração que elegemos impulsionam-nos para caminhos de maior qualidade/relevância ou menor qualidade/relevância. Daquilo que nos alimentamos, produzimos. Na fotografia de qualquer vertente é comum o surgimento de "estrelas" passageiras. Pessoas que, por ações comerciais/publicitárias intensas ganham notoriedade no meio e passam a ser modelos de sucesso. No entanto, é fácil perceber que a carreira de muitos desses personagens pode ser fabricada artificialmente fica estagnada tecnicamente e conceitualmente (quando há um conceito), dependente de uma ação midiática constante e cara. A fórmula logo se esgota e então surge uma nova estrela substituta.

O oposto disso é o trabalhador diligente da área, que cumpre bem suas promessas comerciais ou artísticas, contrói uma reputação (não fama passageira), cultiva relacionamentos honestos e impulsiona constantemente o seu desenvolvimento técnico e comercial. Essa estratégia é mais lenta e menos glamurosa. É buscada pela minoria, mas é muito mais consistente ao longo do tempo.

Fotografar mais é algo relativamente simples de se resolver. Apesar de que disciplina não é algo simples pra muita gente, mas a motivação pode disciplinar o indisciplinado. No entanto, filtrar bem as fontes de influência para a sua fotografia é um problema bem maior. Nossa ""composição cultural" e nossa capacidade de crítica precisam ser tão afiadas quanto a qualidade que queremos nestas fontes. Filtrar bem quem nos influencia é um grande desafio.

Então, meus dois conselhos para o mais e para o melhor:

Ande sempre com sua câmera. Mesmo que seja o celular. Fotografe buscando melhorar sua visão. Crie pequenos ou grandes projetos/ensaios para desenvolver-se. Se precisar de algumas idéias, veja este post.

Questione sempre os ídolos notórios da sua área. Especialmente os que de repente se tornaram estrelas. Busque, vasculhe por um consistência e relevância da obra, e fuja do mito pessoal que é sempre uma construção deliberada. Mais importante é a obra que o autor.