Histórias visuais


Contar uma história para alguém é algo natural para algumas pessoas. Todos nós conhecemos alguém que em poucos minutos nos envolve em algum causo, piada ou algo parecido e nos leva para cenários e estados emocionais conforme quer. Isso é uma grande habilidade. Mas é também uma atividade tão complexa e delicada que exige esforço, treino e técnica. Grandes contadores de histórias evoluem a vida toda. Alguns intuitivamente outros diligentemente. Contar uma história fotográfica tem as mesmas (ou similares) dificuldades. Nesta série de posts sobre histórias visuais vamos falar um pouco sobre isso. Pra começar, vamos pensar sobre o que é uma narrativa.

Numa história, existem 2 fundamentos, que juntos formam parte de um terceiro. São eles: o tempo e o lugar. A história acontece sobre a linha do tempo e se passa em algum(ns) lugar(es). A vida é assim. As histórias também. Esse conjunto tempo/lugar é ma espécie de caixa dentro da qual tudo o que entendemos por vida existe. Mesmo que lugar e/ou tempo seja(m) imaginário(s), ainda assim trabalhamos com esse binômio. É inevitável. Tudo o que somos e fazemos existe dentro dessa “caixa”. Tempo e lugar são dois componentes importantíssimos do terceiro: a cultura. A cultura é o ambiente, (não somente físico) onde personagens, paisagens e ações estão e se desenrolam. Cultura é uma construção complexa. É um ambiente com infinitos elementos: a religião, a política, a educação, as artes, os hábitos, a rotina, a ciência, a economia, as tradições… enfim tudo o que se faz e existe a partir dessas forças humanas presentes e trazidas do passado de um tempo/lugar. Sempre que contamos uma história, mesmo sem perceber, descrevemos o tempo/lugar/cultura. Às vezes um único personagem descreve automaticamente tudo isso, por exemplo: Lampião (o cangaceiro). Ou, mais urbano: Nelson Mandela. Ou, um mais pessoal: seu pai, sua mãe. O personagem carrega seu tempo, seu lugar e sua cultura.








Mas também o lugar. Pense por exemplo em Hiroshima, ou Pearl Harbor, ou o Pelourinho. O lugar, por conter rastro de gente, ação de um povo e acontecimentos históricos presos à ele, também possui tempo/lugar/cultura em si. Nem todo lugar é assim, é certo. Mas peguei alguns mais destacados na história para que você percebesse a possibilidade da questão. Alguns lugares não tem essa relevância "global/histórica" mas pode ter para você, ou para a sua família, ou para seus clientes... enfim, para o público-alvo adequado.

Um terceiro tipo de portador do tempo/lugar/cultura é a ação. Uma ação é sempre um fenômeno tempo/espaço. “Chutei uma bola” aconteceu dentro de um período de tempo e em um local. Posso até não descrever especificamente este tempo e local. Mas é certo que aconteceu num tempo e local. Isso é da natureza de qualquer ação. E algumas ações podem também ser históricas e memoráveis: O tiro de Kennedy, O tiro de Lenon, O atentado a Reagan (que tornou nosso Sebastião Salgado mais conhecido na época), o primeiro passo humano na lua… São ações. E carregam tempo/espaço/cultura em si. Outras ações podem ser bem corriqueiras e acontecem perto de você, ou na sua casa, ou na rua da sua casa, ou numa quadra esportiva singela em Afuá/PA. Não importa. O que importa é que uma fotografia de uma ação tem muita informação pra oferecer. Os personagens, os locais e as ações colaboram mutuamente para que a cultura seja retratada na história contada. Bom, até esta altura tentei construir aqui uma pequena base elementar para que possamos desenvolver uma teoria sobre narrativas visuais. Para contar histórias usando a fotografia precisamos encontrar ou construir cenas. A fotografia só registra o que é material, objetivamente. O material pode (e eventualmente deve) sugerir, induzir, expressar, insinuar o imaterial e abstrato. Mas o que vemos na imagem capturada é algo naturalmente material. A parte da interpretação disso é outra etapa desse grande processo. E chegaremos lá. Mas por hora…toda narrativa está sobre fundamentos de tempo/espaço/cultura. E sobre estes fundamentos temos 3 elementos narrativos muito importantes e fotografáveis: Personagens, lugares e ações.


fotografia de, fotografo de, fotógrafo de, casamentos, eventos sociais, festas, retratos, corporativos, gastronomia, arquitetura, e-commerce, Campinas, Valinhos, Vinhedo, Jundiai, Hortolandia, Sumare, Nova Odessa, Americana  

Escola de, curso de fotografia, aula de, aulas de, mentoria, orientação profissional, empreendedorismo, arte, criativos, criatividade

  • LinkedIn
  • instagram
  • Facebook
  • YouTube
  • Twitter
  • pinterest
  • Flickr
  • SoundCloud
  • medium
  • behance

Charbel Chaves Fotografia

Fotografia | Estúdio | Eventos | Cursos | Marketing

Campinas, SP

CNPJ 33.337.161/0001-24