Fotografia amadora ou profissional?



A questão "ser um profissional da fotografia" é complexa. Vou levantar algumas questões aqui, pra tentar mexer com você que anda querendo viver de fotografia. Espero que o incômodo inicial encontre um caminho pra percorrer que te leve à uma conclusão adequada para a sua situação específica de vida.


Viver de uma atividade criativa como a fotografia no Brasil não é fácil. Os mercados são restritos, corruptos e caóticos em muitos aspectos. Mas, todos nós, seres humanos, sabemos por um jeito ou outro que a vida é insustentável sem o belo. E, de repente, nos vemos apaixonados por uma atividade como a fotografia, que permite um certo ganho financeiro e um contato direto com a beleza, a criatividade, a expressão pessoal. É realmente tentador e nos enche de esperança.


Mas quando uma atividade se torna nosso ganha-pão, é preciso se perguntar: qual é o "osso a roer" dessa atividade? Sempre existem coisas chatas, incômodas e desagradáveis que temos que lidar em qualquer profissão. E a questão a ser respondida é: "eu vou aguentar essas chatices?". Se isso não for alvo da nossa reflexão, é muito provável que entremos na fotografia (ou em qualquer outra área) por aspectos que nos encantam, mas saiamos dela por decepção ou falta de habilidade para lidar com os aspectos que são desagradáveis ou incompatíveis com nossas aptidões e expectativas. Vou dar alguns exemplos:


  • É preciso lidar com um bom nível de burocracia: contas à pagar e receber, contratos, orçamentos...

  • É preciso lidar com clientes que tem uma auto-imagem distorcida.

  • É preciso lidar com clientes que não entendem o tamanho da tarefa que é nosso fluxo de trabalho e nossa responsabilidade.

  • É preciso aprender a lidar muito bem com marketing (presencial e digital)

  • É preciso ser um vendedor

  • É preciso ser muito organizado em suas tarefas, prazos, arquivos, apontamentos...

  • É preciso estar disposto(a) a atender alguns desejos de mal-gosto daqueles que pagam por seu trabalho

  • É preciso gastar muitas horas de bunda na cadeira tratando fotos no Lightroom e Photoshop.

  • É preciso estudar sempre (como em quase qualquer atividade).

  • É preciso concorrer e estudar mensalmente o mercado para traçar (e cumprir) estratégias.

  • É preciso pensar como empresário, mais do que como artista.


Enfim...a menor parte do tempo de um fotógrafo profissional é preenchida com o ato de fotografar em si.


Ao passo que o amador (ah, o amador!!!) é um apaixonado. Ele ama, ele gasta seu tempo, ele se dedica à sua musa, a fotografia. Tem o privilégio de ter como seu cliente, ele mesmo! Seus prazos, seus projetos, seus gostos, seu resultado.


Mas (acordando do sonho!), há como conciliar os dois mundos?! Eu vejo duas maneiras:


1) Você vive financeiramente de outra atividade e tem a fotografia como seu projeto pessoal. Existem muitos grandes fotógrafos no Brasil que trabalham desta maneira. São advogados, professores universitários, impressores, donos de restaurante, arquitetos, aposentados... (seja lá o que for que os sustente financeiramente) e que realizam o seu trabalho autoral na fotografia com a grana que querem gastar e dentro dos prazos e limites que traçam.


2) Você cria um trabalho comercial dentro da fotografia, que lhe renda um sustento suficiente, mesmo que não seja área que você mais gosta. E, com esse sustento, "banca" a sua produção autoral. Esta estratégia tem uma problema: são poucas a áreas na fotografia que rendem bem, financeiramente. Basicamente são: eventos sociais (casamentos, formaturas, aniversários...), estúdio comercial de fotografia de família e publicidade (still, gastronomia, arquitetura...).


Sei que essa notícia pode não soar muito agradável. Eu sei. Mas é melhor que você pense nisso e sonde bem o mercado fotográfico antes de apostar todas as suas fichas. Considere empreender na fotografia, mas também considere empreender em outra área que lhe seja rentável e que possa bancar seus projetos fotográficos.


O dilema está posto.


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Charbel Chaves Fotografia

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Campinas, SP

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