Formatos e proporções


Uma das etapas do fluxo de pós-produção de muitos fotógrafos é o corte. Há quem diga e defenda a idéia de que a fotografia não deva ser cortada. Henri Cartier-Bresson está nesse seleto time. Eu, pessoalmente encaro o corte como parte do processo, visto a variedade de mídias às quais uma mesma foto pode se destinar atualmente, e também porque eu creio que o corte muda a interpretação da imagem mesmo que sutilmente e eu me dou ao direito de mudar essa interpretação, já que ela, assim como a foto, é minha.

Entretanto há de se respeitar a natureza de algumas proporções predefinidas. Eu creio que entender os efeitos da proporção sobre nós, leitores de imagens, ajuda na pós-produção de maneira que o sentido e força da proporção sejam aplicados de forma mais impactante sobre a imagem.

2:3 - O clásico

Esse formato é o formato nativo da maioria dos sensores de câmeras full frame e APS-C (aliás esse C vem de clássic, 2:3). É o formato do porta-retratos 10x15 que todos temos em nossas casas. Há uma consolidação histórica aqui. Tanto para orientação paisagem, quanto retrato, o 2:3 foi por décadas o padrão de fotografia popular e comercial.

16:9 - Wide screen

É a proporção da esmagadora maioria das TV de hoje em dia. Mais horizontalizado que o 3:2, tem um efeito natural na visão. Quando suas imagens se destinam a mídias em TV, cinema, telões... é essa a escolha correta. Algumas câmera permitem que se fotografe já com guias de orientação na tela, neste formato. Exemplo disso são as Fuji, linha X. O formato APS-H possui esta proporção.

1:1 - Quadrado

Impossível não lembrar do Instagram, aplicativo de compartilhamento de imagens que popularizou a foto quadradinha. Mas também fica muito bem em alguns e fotolivros de página quadrada. Inclusive, quando aplicado em 2 páginas quadrada gera uma experiência visual bem próxima do 16:9. Seria mais precisamente um 16:8 (ou 2:1). O quadrado é equilibrado, estável, versátil e eu considero que fica muito bem na parede.

3:1 - Outdoor

A palavra panorâmica é bem vaga. Qualquer foto bem larga pode ser vista como uma panorâmica. Mas das mídias mais tradicionais, o outdoor é o 3:1 tradicional. Na parede fica muito bom também. Fornece um bom fluxo visual para a leitura horizontal.

Concluindo

Enfim, esses são os formatos mais consolidados. Nada impede que você explore outros a seu gosto ou específicos de determinadas mídias ou áreas de impressão. O importante é relacionar as características de cada formato com o sentido que se deseja para a imagem.

É comum cortes verticais (geralmente 3:2) para fotografia de retratos, mas não é necessário. Se sua intenção for um retrato ambientado, com mais contexto narrativo, pode perfeitamente usar um corte horizontal (16:9 ou mesmo 2:1 ou 3:1).

O Adobe Lightroom é uma ferramenta muito prática e rápida na aplicação de cortes. A ferramenta de corte (no módulo Revelação) permite o uso desses formatos predefinidos ou criação de formatos próprios a seu desejo. Podendo inclusive criar cortes livres (abrindo o "cadeadinho").



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Charbel Chaves Fotografia

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