A fotografia como narrativa visual



“To survive, you must tell stories.” (Umberto Eco)

Desde que o mundo começou a ser habitado pelo Homo Sapiens, o Storytelling (ou, em sua tradução literal, “o ato de contar histórias”) existe e, em termos genéricos, nada mais é do que uma ferramenta para compartilhar conhecimento.

O ato de contar histórias está arraigado no ser humano que, ao assumir o papel de mediador, já usava a estrutura narrativa com o objetivo de se expressar e fazer com que uma informação fosse compreendida por seus ouvintes.

Com o passar do tempo a contação de histórias ganhou novos recursos, se reconstruiu e recebeu novos significados. Suas adaptações e melhoramentos incluíram novas mídias, canais diferenciados e o uso combinado de recursos para fazer com que a mensagem não somente chegasse ao interlocutor, mas gerasse novos comportamentos sociais.

O termo “Storytelling”, hoje um buzzword, virou a vedete do momento, principalmente quando o assunto é marketing, uma palavrinha cobiçada e desejada em campanhas publicitárias para atrair um público-alvo, chamar a atenção e aumentar vendas. Mas deixando esse assunto para outro momento, afirma-se que o Storytelling, que baseia-se em ficção, sempre estará intimamente relacionado a uma narrativa.

Uma narrativa pode ser estruturada de várias maneiras, mas a forma mais clássica é a da narrativa linear, uma sequência de eventos (classificado como aquilo que pode ser narrado) encadeados de forma lógica, onde se vê claramente o começo, o meio e o fim, passando por pelo menos um clímax, o momento mais emocionante.

Nesse contexto, surge outro termo, também em inglês, que vem ganhando destaque há algum tempo, o “Visual Storytelling” (ou narrativa visual) que se refere à história contada (ou narrada) principalmente com o uso de mídia visual (fotografia, ilustração ou vídeo) e pode ser aprimorada com gráficos, música, voz e outros tipos de áudio.

Com a adaptação crescente de termos e seus usos variados, hoje alguns fotógrafos adeptos do “Visual Storytelling” dizem que existe uma grande diferença entre fotografia e a narrativa visual, já que podemos facilmente tirar uma fotografia qualquer, porém nem todas narram, necessariamente, uma história.

A fotografia, como narrativa visual, está relacionada à ideia de contexto, ela sempre será produto da decisão do que incluir ou excluir de uma cena. Porém, antes de decidir sobre os elementos a serem incluídos ou excluídos, existe a necessidade de compreender o contexto em que estes estão inseridos. E para compreender o contexto exige-se que os contadores de histórias (pode não ser somente os fotógrafos) sejam, antes de qualquer coisa, pesquisadores.


“Nem tudo o que impulsiona a fotografia é visual”. (David Campbell)

Esses preceitos nos dão a entender que uma narrativa visual só será compreendida a partir do conhecimento do contexto. Porém, para o público em geral, sem conhecimento e compreensão do contexto, resta-lhe a criação de suas próprias interpretações, com base em experiências e crenças pessoais anteriores. O que difere daquele público inserido no contexto (que pode ser uma família, uma comunidade, uma cidade, moradores de um bairro e por aí vai), nesse caso a narrativa visual cria relevância (um dos objetivos do Stoytelling), algo constituído de significados, algo valioso.

Por isso que, no Storytelling usamos recursos associados e combinados entre si. O ser humano gosta de histórias. Conte a história por trás de uma foto.

Para saber mais:

https://www.david-campbell.org

http://www.caldinas.com.br/p/storytelling-e-transmidia.html

http://www.visualstorytell.com

http://www.escoladeroteiro.com.br

CARDOSO, Anita. Storytelling como recurso estratégico comunicacional – avaliando a natureza das narrativas no contexto das organizações. Novas edições acadêmicas, 2014

Conheça a Cris Leme

Ela é fotógrafa profissional atuante na delicada área entre a narrativa e a emoção. Une de forma leve, objetiva e sensível, a imagem e a poesia. Paralelamente e de maneira complementar desenvolve diversos projetos autorais todos ligados às relações humanas.


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Charbel Chaves Fotografia

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